Com tantas diversidades que existem entre cada ser humano, que vai desde gostos pessoais, opiniões, educação, cultura, temperamentos, entre tantos outros, você deve estar se perguntando: Como podemos relacionar-se bem com as pessoas, principalmente dentro da Igreja com tantas diferenças? Será que isso é realmente possível? Embora às vezes pareça difícil conviver com tantas pessoas diferentes, a Bíblia nos revela que essas diversidades dentro do Corpo de Cristo são planejadas por Deus e necessárias para que a Igreja se torne completa (Veja I Co. 12.12, 19 e 20). Precisamos um dos outros mesmo com as diferenças, para que cada um exerça sua função e aja crescimento. Não importa qual parte do corpo você faz parte, todas são necessárias (I Co. 12.22-25).
Mas para que tudo ocorra bem existem algumas coisas que podemos fazer para aprendera lidar com as diferenças. São elas:
1. Conhecer as pessoas que estão a nossa volta. A falta de conhecimento entre as pessoas muitas vezes gera intolerância com os erros do próximo, pois quando os conhecemos, passamos a suportar mais os seus defeitos. Experiente saber mais do seu irmão! O que ele gosta de fazer, o jeito de falar, como lida com as diversidades, como gosta de fazer as coisas, etc. Com certeza será uma ótima experiência e quando surgir o confronto das diferenças, você terá bom senso de como tratar a situação e saberá viver melhor com seu irmão.
2. Saber respeitar os limites de cada um. Não devemos impor, excluir ou agredir as pessoas por causa das diferenças, ou até mesmo achar que o outro é pior que você por não ser igual. Temos que entender que as mudanças só ocorrem na vida das pessoas quando elas enxergam os erros, vêem que está sendo prejudicial para o seu relacionamento e se abrem para serem mudadas pelo Espírito Santo. Veja o exemplo de Pedro, que era um discípulo de Jesus, talvez o mais difícil de conviver, pois era rude, agressivo, mas nem por isso Jesus o excluiu dentre os discípulos, pelo contrário, insistiu até o fim orando e ensinando-o, obtendo mais tarde grandes resultados em que teve Pedro como edificador de Sua Igreja (Mt. 16.18). Não fique apenas mostrando os erros que precisam ser mudados, mas principalmente ore por ele para que o Espírito Santo transforme-o e convença-o de todos os erros para que ajam mudanças.
3. Fazer um auto-exame do que precisa mudar. Quando o Apóstolo Paulo disse em I Co. 11.28: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão e beba do cálice”, não se limitava apenas ao momento da santa ceia, onde participamos da comunhão do Corpo de Cristo, mas também diz respeito a todos os dias de nossa vida em que devemos nos reavaliar.
Sabemos que é muito fácil apontarmos os defeitos do próximo, do que reconhecermos os nossos e procurarmos mudá-los, pois estamos sempre prontos a justificar os nossos erros. Quantas vezes já nos pegamos falando, ou até mesmo ouvindo pessoas dizerem: “eu sou assim mesmo”, “eu nasci assim”, “meu temperamento é esse”, “a tradição da minha família me influenciou a viver assim” e por ai vai! Achamos que não temos o que mudar, e mais, que as pessoas são obrigadas a conviver conosco desta forma. Como disse o escritor russo Leon Tolstói: "Todos pensam em mudar a humanidade e ninguém pensa em mudar-se a si mesmo".
Quando agimos assim esquecemos-nos do real sentido de Jesus ao vir neste mundo, que foi fazer com que a nossa velha natureza pecaminosa morresse com Ele, para que a
nova natureza de Cristo nos revestisse (Veja Rm. 6.6; Gl. 2.20; II Co. 5.17; Ef. (4.22-24). Está natureza de Cristo é a nova pessoa que Deus está sempre renovando em nossa mente e coração, para que nos tornemos parecido com Ele.
Que Deus abençoe a todos abundantemente!
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